segunda-feira, 20 de julho de 2015

Se tem uma coisa que aprendi esses dias com algumas amigas maravilhosas, é que não devemos julgar ou achar que nossa dor ou situação é melhor ou pior que a de ninguém.
Eu sempre acabo colocando o que estou sentindo como algo que poderia lidar melhor. Algo a deixar pra lá, mas tá num ponto que não consigo mais.

Tem uma coisa que me dói, muito. Rejeição.

Temos passando por alguns momentos complicados. Mas para todos eu consigo pensar o que fazer. Tentar achar uma saída. Mas ser rejeitada me dói de uma forma que tira meu animo. Tira minha vontade, tira meu humor, me tira do rumo.
E por alguns motivos, isso tem se tornado muito frequente. A ponto de não achar mais nada interessante, importante.
Eu? Eu me sinto algo/ alguém sem qualquer atrativo ou qualidade.
Eu sei que as tenho, mas não consigo enxergá-las, como se estivessem bem escondidas ou como se eu tivesse esquecido de todas é ficado só com os defeitos.

Espero de todo coração que tudo isso logo passe. Pq o resto todo eu encaro de boa, mas isso está acabando comigo.
Já não sou uma pessoa muito agradável (vulgo chata), e fico com menos assuntos ainda.

Espero que as coisas logo se resolvam e voltem ao normal. Eu quero, eu preciso me sentir completa, desejável, importante novamente!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

...

Silêncio na casa. As únicas coisas que escuta são o ronco da pequena e do marido. Pensa que deveria comentar com o pediatra sobre o ronco, mas na sequência lembra que está sem pediatra. 
Por que é tão difícil achar bons pediatras que não cobrem uma pequena fortuna par atender? Mas ultimamente qq valor se tornou uma pequena fortuna. 
Lembra que precisa pagar as contas, mas terá que escolher qual delas. Ultimamente se sente tão fria, distante, tão vazia. 
Não brinca como deveria com a filha, que cada vez fica mais satisfeita com a companhia do Netflix. Não deveria ser assim. Deveriam brincar juntas, tem outras amiguinhas para brincar. Mas o vazio está muito grande.
Não se sente valiosa em nada. Não há nada em que ela seja insubstituível. Se bem que querer ser insubstituível pode ser demais. Mas queria ser importante para alguma coisa. Para alguém. Mas sente como se nada dependesse dela, nada que ela faça faz diferença. 
No trabalho, nunca consegue 100% do que precisa. E ela sabe que precisa. É isso a deixa presa onde está. A impede de crescer, de mudar, de viver. Ficar 9 horas por dia vendo No que você não é bom é desgastante demais. Tenta achar desculpas, mas sabe no fundo que nada justifica o injustificável. 
Em casa, se sente vazia. Não faz diferença pra o marido. Sua filha se diverte muito mais com os avós. Até com o tio, aquele que ela queria que não tivesse contado com a pequena. Que está ensinando que é mais importante fazer ginástica e ter o braço "duro" do que brincar na terra.

Queria ter tempo, pique e paciência de brincar na terra.
Sabe que vai se arrepender do tempo pedido, do tempo que não aproveitou com a filha, mas também não sabe como mudar. Não sabe por onde começar. E não tem ânimo para isso. Só recebe bronca, grosseria e frieza. Sente falta de rir, de brincar, de falar, sente falta de receber e dar carinho, daquele que vem é que vai direto no coração.
 Mas já não lembra direito como se faz tudo isso. Se tornou calada. Não consegue conversar. 
Afinal, quem quer ter que aquentar uma chata dessas? Nem quer que sejam obrigados a escutar suas lamúrias, seja problemas, suas aflições. Tanta gente com problemas de "verdade". Sem saúde e sem saída, e você aí chorando por não ter amigos. Por não ter dinheiro, por ter perdido algo que tinha conquistado.
Já não tem cartão pra comprar seus livros, nem pro tal Netflix da pequena. 
Se tornou um nada tão pequeno. Se tornou ainda mais insignificante. Ainda mais sem necessidade. 
Sabe que pode ser melhor, mas não faz ideia de como. Nem de como consegue sair desse vazio.
Sabe que se tornou dependente. Que seu o marido está bem, fica bem, mas quando ele fica realmente bem? 
E agora, além de tudo, sente ciúmes. Pq já não se arrumava muito, e agora menos. Se sente feia, desnecessária, que não desperta mais nada em ninguém. Quando marido quer algo, sente como se fosse por necessidade, por cumprir tabela. Não sente paixão. Não ter porque alguém sente tesao por alguém tão feia e vazia. 
Para e pensa, vê o que escreveu, acha que exagerou, que não deve ser  tudo isso, mas é isso que sente. E sabe que não deveria estar assim,as ai volta no ciclo. Não sabe o que fazer, por onde ir, como mudar. 
Está perdendo sua fé, sua vida, a infância da filha. Nada é certo. Se vê sozinha. Tão sozinha que chega doer, 
Lágrimas enfim caem. Até chorar está difícil. 
Não sabe mais lidar com as pessoas. Já se esqueceu de quem era. E de como se vive. E de como se relaciona.
Esse negócio de amizade verdade, de anos, deve ser coisa de filme. Nunca achou alguém assim. Nunca ninguém se abriu de verdade para ela. E ela se abriu, mas acabou só Atormentando as pessoas. 
Pensa que queria ter alguém para quem pudesse mandar esse texto, e dizer: socorro. Não sei o que fazer.
Mas todos estão muito ocupados com suas coisas. 
E eu já não lembro das minhas coisas. Minha vida é o reflexo do marido e da filha. Para quem ela já não acrescenta muito. Pode novamente estar exagerando, mas no fundo sabe que não. Nenhum deles depende da opinião dela, mas ela não consegue se imaginar sem eles. 
Não sabe lidar com os sogros. Queria ligar e reclamar, falar que não podem ficar assim. Que é falta de respeito simplesmente ficar com sua filha sem te dar explicação, mas não sabe se é o certo. 
Não consegue ser madura o suficiente para entender e explicar pra filha que não pode ser tão grossa, e sabe que isso pode ser reflexo da vivência com o tio folgado, que acha mais importante ter o braço duro e fazer ginástica.
E percebe que escrever a ajuda a pensar, mesmo que o vazio e a solidão ainda sejam muito doloridos, vê que ao mesmo tempo, está tudo caminhando e tudo desmoronando. 
Isso, é como se sente, com as coisas desmoronando. Não está na pior, mas a qualquer momento pode estar. 10 anos de trabalho de repente perderam a importância, já não faz a diferença. Ao contrário, sente como se seria ótimo para os outros de pudesse ser substituída por alguém mais competente. E sente que desaprendeu a trabalhar. 
Desaprendeu muita coisa ultimamente. A rezar, a trabalhar, a Brincar, a sorrir (aquele sorriso com o coração, não com os dentes), a seduzir (não que algum dia tenha sido boa nisso).... 
E sente falta, muita, de reaprender tudo. Rápido, melhor, mas não acha forças. O vazio e a solidão são mais fortes, como fazer com que gostem ou se importem? Como fazer e deixar o marido para trás? E como fazer com que ele também queria reaprender tudo isso????

Está cansada. De tudo. E ao mesmo tempo que não quer fazer nada, quer conseguir fazer todas as pequenas coisas que são tão importantes, e que só percebemos quando desaprendemos. 
Um pouco do vazio vem de já não conhecer sua familia. Sua irmã? Não se importa. Sua mãe tem suas próprias batalhas. Seu pai na verdade nunca foi quem ela imaginava. Acho que no fundo ainda dói muito ter perdido suas referências, seus alicerces. Perceber que você não faz falta para alguém que você ama é muito difícil. Ver seus pais sofrendo é muito difícil. Viver tudo isso sem falar nada com ninguém é muito, muito difícil. 

Mas a vida segue. Sem tempo, sem pausa, sem paciência. 

E ela só quer que os vazios se preencham se coisas boas. Que ela consiga reaprender as coisas importantes a tempo de vivê-las, para não ficar com o fardo de somente lamenta-las. Só quer ter forças, conseguir apoio e seguir. Porque a vida é boa, mas nem sempre é fácil de ser vivida. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Em transito

E sabado iremos para China.
Isso mesmo, para China.
Do outro lado do globo, eu e marido, sem eira nem beira.

Nenhum dos dois fala inglês, ele se vira, mas eu....

Se por qualquer motivo eu ficar sozinha, to F*****.

Mas sabe o pior?
A dor no coração de deixar minha filha. Nunca ficamos mais de 1 dia longe dela, nunca além de 1 noite na casa da vovó.

Ficaremos 12 dias sem minha razão de viver. Fora o medo alucinante de acontecer alguma coisa na viagem.

Toda viagem tem risco, todos os dias corremos risco, mas de avião é morte certa né?
E se acontece alguma coisa com a gente? Se acontece alguma coisa com minha pequena e eu lá longe?

Cara, o medo é uma coisa que paralisa a gente. É muito Foda.

Eu não imagino, não quero imaginar e nunca viver a despedida de alguém que vai pra guerra ou algo assim.

Deve ser algo muito ruim.

Mas vamos lá.

Que Deus nos abençoe e nos acompanhe.....

Bjs.

R.

quarta-feira, 20 de março de 2013

E vamos começar...

... um blog cheio de devaneios. Ou seria cheio de desabafos????

Bem vindos e obrigada pela visita.